sábado, 22 de outubro de 2011

Pontos de Caboclos

CABOCLAS
Arreia, arreia minhas caboclas, arreia
É Iemanjá que já está na areia
Na areia ô, na areia
Na areia, Iemanjá, na areia
 
 Jurema vem trazendo as rosas
Jandira é quem traz o jasmim
As duas na Umbanda são irmãs
Minhas caboclas tenham pena de mim

 
 Jandiara

Nas ondas do mar sagrado enrolado na areia
Vê-se cachos de ondinas e canta a sereia
Muitos perfumes e flores ali vou levar
Pra Jandiara bonita cabocla do mar
ó Jandiara cabocla bonita
Que a luz do sol vem beijar
Até as aves do céu
Em teu louvor vem cantar
Tu és a estrela que brilha
E tudo vem clarear
Dentro do Reino encantado
Pra Deusa, Mãe Iemanjá

Iara
Iara deusa dos rios
Das águas , do manjerá
Iara deusa sagrada
Flecheira de Oxalá
Nas matas que ela domina
Não deixa filho tombar
ô Juremê lere re re
ô Juremá lere re rá
Oxum lá nas cachoeiras
Nas águas de Oxalá
Cabocla na juremeira
Sereia em alto mar
ô Juremê lere re re
ô Juremá lere re rá
 

Indaiá
Indaiá ô, Indaiá
Como vai a areia? Como vai a areia?
Como vai o mar ?
Indaiá é quem me diz
O momento que dá pé
Eu saí no meu veleiro
Sem perigo da maré
Quando canta a Mãe Sereia
Não quer que ninguém se esconda
É sinal de tempo bom
Janaina vem na onda
Quando quero navegar
Eu consulto Indaiá
É a mãe das caboclinhas
Dos hominhos de Iemajá
Ela vem com a magia
Da família encantada
Da estrela que se vê
Ao romper da madrugada
 
  Iracema
Quem pode pode com a folha da Jurema
E atira flecha muito mais além do mar
Mas ela é uma cabocla de pena
É a cabocla Iracema
Dona do seu jacutá
  

Jussara
Auê Jussara
Dona Jussara como vai você
Auê Jussara
Eu vim de longe só para lhe ver
 
cabocla jurema  

Jurema
Cabocla, seu penacho é verde
Seu penacho é verde
É da cor do mar
É a cor da cabocla Jurema
Eu vou me banhar
Lá nas águas claras
Nas águas de Janaína
Lá nas águas claras
 
  Jurema deu um estrondo
Que toda a terra estremeceu
Por onde andam os companheiros da Jurema ?
Que até hoje não apareceu
Jurema !
Ô Juremê, Juremá. Jurema !
É uma cabocla de penas
Filha de Tupinambá
Rainha das águas, areias
E nunca atirou pra errar
É uma cabocla de penas
Aê Juremê
Aê Juremá
Sua folha caiu serena lá pra dentro do congá
 
  Ô juremê, ô jurema (2x)
Suas fechas caiu serena ô jurema
dentro desse congá (2x)
Saravá seu Sete Fechas
Que ele é o rei das matas
Saravá essa cabocla
Que é também dona das matas (2x)
 
  Se meu Pai é Oxóssi
Quero ver balancear
Arreia arreia
Capangueira da Jurema, ô Juremá
 
  Onde está Jurema ?
A jurema onde está ?
Está procurando os capangueiros
que ainda estão na Jurema
Quem mandou chamar em nome do Pai Oxalá
Foi seu Oxóssi caçador
Que já baixou nesse congá
Salve todo povo da jurema
Salve sua luz
Seu jagutá
Leva todos os males de seus filhos
Deixando paz e amor
Na fé de Oxalá
  

Que lindo capacete de penas
Que tem a cabocla Jurema (2x)
Ele é tão lindo como a luz do sol
Ê ê ê ê ê ah (2x)
  

Ô jurema manda aqui
Manda ali, manda acolá
Olha o tombo da jurema
No balanço que ela dá
 
   Oxalá chamou
Oxalá chamou e já mandou buscar
Os caboclos da Jurema
Pro seu Juremá
Pai Oxalá é rei do mundo inteiro
E já deu ordens pra Jurema
Mandar seus capangueiros
Mandai mandai
Minha Cabocla Jurema
O seus guerreiros
Essa é a ordem suprema

Jurema seu saiote é muito lindo
Seu capacete é azul
como brilho diadema
Jurema ê ê ê
Jurema ê ah
Jurema filha de Tupinambá
Ela sempre foi
E sempre será
Rainha lá das matas
onde canta o sabiá
ô Jurema Jureminha
Rainha dos caçadores
Quando ela risca seu ponto na areia
Na linha das almas
Na linha de Nagô
 
  A lua clareou as matas
Iluminando o seu caminhar
Dona Jurema, dona Jurema
Linda cabocla com cocar de penas
Mas ela vem, ela vem trabalhar
Com a permissão de papai Oxalá

Jurema recebi o seu recado
Aqui estou atendendo o seu chamado
És filha de Tupã
Irmã de Oxalá
Rainha de Oxóssi na legião de Urubatão
Jacira, Jupira, Janaina e Iracema
São as falanges supremas
Da nossa cabocla Jurema
 
  A Jurema é muito linda
Com seu capacete de penas
Chama a Jurema
Chama a Jurema para salvar filhos de pemba

Na mata virgem os tambores falam de amores
E o caboclos se jutam para saudar
Uma cabocla toda enfeitada de flores
Na magia das cores
Faz a aldeia cantar
Jurema, ô jureminha,
Jurema, ô jurema
Nas terras de Santa Cruz
Eu aprendi a amar


Vôou vôou meu passarinho azulão
Quem tá na pedra é Xangô
Afirma o ponto no chão
É a cabocla Jurema com seu bodoque na mão


Nas matas da Jurema houve um tiroteio
Sua cabana Oxóssi abandonou
Ô Juremê, ô jurema
Seu Rei das Matas mandou lhe chamar
 
  Nas Matas da Jurema

Ôoooo
Ó que beleza o clarão da lua no Juremá
Caboclo Arranca Toco, Jurema e Caçador
Saindo para caçar
Ôooooo
Arranca Toco com sua lança dourada
Pede licença a Zambi quando sai para caçar
Dona Jurema com saiote de pena
Seu arco e sua flecha
Reza prece a Oxalá
Seu Caçador avistou a linda ema
Belo pássaro de pena
No tronco do Juremá
Kio kio okê ô Juremá
Não mate a ema, deixe a ema passar
  Caçada de Caboclo

Eu venho da mata virgem
Dá licença que eu venho saravá
Cabocla Jurema e seus caboclos
Da mata virgem na fé de Oxalá
Jurema, é seu filho que lhe chama
Jurema, salve o povo da Umbanda
 
  Cabocla Jurema

Ela vem de longe, de longe
Sem imaginar
No capacete três penas
No braço uma cobra coral
Ela é a Jurema, do meu Juremá
Cabocla primeira, rainha do meu jacutá
O meu pai é gânga, minha mãe é guinga
Eu também sou filho de gânga zumbá
Lerê lerê lerê lerá
O meu pai é neto
Filho da cobra coral
  Ela Vem de Longe

Eu vi no alto da serra
Cabocla Jurema
Dando seu brando de guerra
Em toda mata o seu brado ecoou
Com o seu arco
E sua flecha e a sua lança de Indaiá
Jurema dava o seu brado de guerra
Anunciando que ia caçar
Sete luas de passaram
Quando a Jurema voltou
Toda caça que ela trazia
Ao cacique entregou
E ele tão alegre
Cantou em seu louvor
Ôoo Jurema
Ôoo Jurema linda caçadora
Bela cabocla de pena

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